terça-feira, 11 de setembro de 2012

Uma confusão proposital - Campanha Salarial 2012/2013


Temos hoje várias confusões instaladas nos sindicatos. A primeira foi a desfiliação dos sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru e Tocantins da FENTECT. Estes sindicatos constituíram mesa de negociação própria e pauta própria. Segunda confusão foi à insatisfação do bloco derrotado do CONTECT que não aceitaram a derrota e boicota as ações da FENTECT o tempo todo!



Este grupo derrotado é composto majoritariamente de sindicatos ligados a presidente Dilma Roussef, Ministro Paulo Bernades e ao presidente da ECT Wagner Pinheiro. Este grupo, do qual pertence a diretoria do nosso sindicato após perder o controle da FENTECT, segue atuando de forma a boicotar todas as lutas. O jornal deste pessoal mais parece o boletim primeira hora da empresa. Reproduz as táticas e a fala da empresa. Neste momento este pessoal trabalha contra a mobilização. Não respeita decisão da assembléia local o calendário nacional e passa por cima das decisões sem nenhum pudor.

Para criarmos uma data unificada, colocamos a nossa data final das negociações para o dia 11 de Setembro, a mesma data do calendário de SP,RJ,BRU E TO. Isto porque, sabemos que uma greve nacional unificada é importante para forçar uma negociação séria. Ocorre que na ultima semana houve duas mudanças sem discussão nacional.

O primeiro foi o calendário dos sindicatos unificados que aprovaram estender a data até o dia 18 de Setembro, porém com assembléia de avaliação dia 10/09. A segunda mudança e mais significativa foi do grupo derrotado no CONTECT - ARTICULAÇÃO SINDICACAL/CUT - que mudaram sem passar pelo comando de negociação a data final das negociações para o dia 25 de Setembro. Estas mudanças ironicamente foi depois de um encontro secreto do Ministro Paulo Bernardes e o presidente da ECT com este pessoal. Cabe dizer que os sindicatos da ARTICULAÇÃO SINDICAL remeteram esta proposta para as suas assembléias conforme o calendário. Em Ribeirão Preto a direção do sindicato se quer teve este respeito com os trabalhadores. Não convocaram nem a assembléia que deveria ter acontecido entre os dias 27/08 e 05/09 e também não convocaram a assembléia do dia 10 de Setembro. Alias em Ribeirão Preto até o presente momento não existe campanha salarial.



Oposição alternativa denuncia!



Sindicato se esconde da categoria, não realiza assembléia aprovada por eles mesmos para ajudar o governo e seus candidatos.

Uma vergonha é o mínimo que podemos dizer da posição do Sindicato de Ribeirão Preto nesta campanha salarial. Apesar de aprovado o calendário nacional na assembléia do dia 19 de Julho. Apesar de ser convocada pelo membro do comando de negociação indicado pela diretoria Marcos Sertório (Café), diretoria se esconde da categoria, não distribui jornais e materiais da campanha e fingi que nada esta acontecendo. A empresa ataca para mudar nosso convênio médico com o intuito de criar uma taxa mensal obrigatória, limitando o acesso e nosso sindicato dorme em berço esplendido.



Sindicato é pra lutar!



Queremos como associados cobrar uma atuação da direção do sindicato. Não podemos ver a empresa oferecer uma mereca para os trabalhadores e ficar quieto. Temos percas histórica a empresa pressiona o trabalhador com o SAP E SARC, massacrando os mesmos e não vemos resistência alguma do sindicato. Não vemos uma matéria no jornal criticando a direção da ECT, alias eles criticam a FENTECT. Não queremos ver nosso convenio médico alterado prejudicando milhares de pais e mães de família. Queremos que a direção do sindicato saia do escritório e venha para os setores de trabalho organizar nossa categoria, no mínimo o que se espera é que os senhores organizem as assembléias que os senhores mesmos definiram (ver http://www.fentect.org.br/files/Informe%20009%20Comando.pdf ).

Perguntar não ofende a quem interessa que a categoria não se mobilize? A serviço de quem esta a direção do sindicato?


VERGONHA


É como se na prática não existisse nenhuma campanha salarial. Apesar de o comando de negociação ter aprovado um calendário de atividades que consistia em agitação nas bases, carta aberta a população e assembléias de estado de greve e greve , o que vemos em Ribeirão Preto é um sindicato que nada fez. O agravante é que todas estas atividades foram aprovadas pelo comando nacional de negociação e mobilização que contém um membro indicado da diretoria de Ribeirão Preto, senhor Marco Sertório – CAFÉ.Também o calendário foi aprovado na assembléia da categoria do dia 19/07. Enquanto os sindicatos de todo Brasil mobiliza e pressiona a empresa, o nosso sindicato dorme em berço esplendido. A empresa ataca como nunca nosso convênio médico e o que faz nosso sindicato. Cala-se. Os jornais com a pauta de reivindicação foram enviados ao sindicato como todo material de divulgação e não foram distribuídos aos trabalhadores. O saiu um Jornal e um boletim da campanha feito pelo nosso sindicato para atacar a própria Federação. Ataca nossa pauta a mesma que estamos reeditando a mais de 15 anos. Ataca nosso índice 33% que são as perdas acumuladas de agosto de 1994 até os dias de hoje, mais 10% de ganho real. Horas se nós trabalhadores tivermos vergonha de dizer o que perdemos nestes anos perdoamos a dívida histórica da empresa. Queremos uma política que mesmo não pagando tudo de uma vez, que recupere ao longo do tempo nosso salário.


Convênio Médico um ataque sem precedente!


A empresa quer deixar nosso convenio médico em aberto de forma a fazer alterações no mesmo. Várias vezes perguntadas na mesa de negociação qual seria as mudanças concretamente à empresa fugiu pela tangente. Sistematicamente ele diz que é pra se adequar às normas da ANS (Agência Nacional de Saúde), mas o que diz estas normas?

As normas servem para todos os planos de uma forma geral, ela regula os planos privados comercial. Na verdade nosso plano é oferecido e gerido pela ECT. Com todos os problemas que possa ter, a avaliação dos trabalhadores é de que o plano na formatação atual é um dos maiores atrativos para a permanência na empresa. Ocorre que nos bastidores a empresa fala em criar uma taxa fixa para todos os trabalhadores, usando ou não para custear o plano. Também fala a todos os momentos sobre os custos da inclusão dos pais e aposentados. Não podemos dar cheque em branco, queremos saber o que é de fato as mudanças propostas. Para modernizar não necessita de mudança nenhuma!


ECT, TIRE AS MÃOS DO NOSSO PLANO DE SAÚDE!


Bom sabe o porquê eles fazem isto?


Porque eles pouco se importam com a opinião dos trabalhadores, eles não necessitam deles mesmo para permanecer no sindicato, na hora das eleições vem a turma da CUT “resolve” tudo pra eles.


Nós da oposição Alternativa havíamos decidido que deixaríamos de lado nossa oposição a atual direção para centralizar nossas forças na campanha salarial. Porém o que estamos assistindo é uma extensão do que ocorreu nas eleições sindicais e na assembléia de prestação de contas. A direção do sindicato não se importa em nada na opinião dos associados e toca a vida deles tranqüilos, com descaso completo!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Um balanço necessário para desafios novos

Nos últimos anos temos assistido o declínio de nossa empresa. O prestigio acumulado durante anos de trabalho duro tem sido jogado no lixo de forma avassaladora pela política inconseqüente da direção de empresa, principalmente dos ex-diretores que vieram de fora da casa. Porém, não eximo a responsabilidade dos diretores da casa, pois, como sabemos a Direção é colegiada.

Um jogo de interesses e de vaidades colocou a ECT em rota de colisão com o interesse público. O povo espera do Correios uma prestação de serviços adequada em todo Brasil. Ainda que a população defenda a ECT pública, isto somente se mantém se os Correios cumprir sua missão de prestar serviços postais de qualidade em todo o território nacional. Infelizmente não estamos atendendo a população com o respeito que ela merece. O desgoverno na ECT precede a crise atual e se desenvolve durante todo o governo Lula. Basta lembrar a greve de 21 dias em 2008, onde um ministro de estado assinou com o presidente da empresa, aos olhos do Presidente da República, um acordo com os trabalhadores e depois não queria cumprir. Aquele episódio já era o prenúncio do caos que a ECT viria a ser acometida.

As brigas na direção da empresa eram freqüentes, cada vez mais se chocavam presidente e diretor de recursos humanos. A disputa acerca do concurso público expôs a ECT às mais duras perdas, associado a isto a implantação do PDI (PROGRAMA DE DEMISSÃO INCENTIVADA). A presidência e a diretoria de recursos humanos travaram verdadeira batalha sobre este tema. Diga-se de passagem, a mudança centralizando o concurso em Brasília foi a pior decisão que a gestão poderia tomar. Mudaram o que funcionava bem, colocando todo o processo de contratação de novos funcionários em risco.

Estima-se que hoje a ECT necessite de, no mínimo, 25 mil trabalhadores para tocar de forma descente os serviços postais. Ao invés disso, tivemos o edital cancelado, e novo edital para abrir inscrições em janeiro, com previsão de contratação para junho de 2011.


O processo de licitação para franqueados demonstra outra incapacidade da ECT em resolver a questão. Estes por sua vez continuam a ter grande lobby em Brasília, percorrendo os gabinetes parlamentares em busca de melhores vantagens contratuais. A indefinição neste processo colocou uma força tarefa da ECT para preparar a substituição, mas na hora “H” um recuo, sabe lá a qual interesse.


Seria cômico se não fosse trágico. Mais uma vez os Correios entram na disputa eleitoral de 2010, como estatal problema. Já em 2006, o episódio do mensalão, com a CPI dos Correios, foi motivo de debates acirrados.